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Não basta falar só a língua do micro


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Não basta falar só a língua do micro

Síssi Pucciariello - Da Reportagem

Ingressar na carreira de programador hoje requer não apenas noções de linguagens, o profissional precisa entrar em sintonia com a língua que o mercado está falando. O primeiro passo é conhecer o perfil de conhecimento procurado pelas empresas. Segundo um estudo feito pelo Gartner Group, as linguagens Java, C++, Visual Basic e Cobol estão em mais de 55% dos portfólios de desenvolvimento, em 83% das empresas brasileiras. Já as linguagens de scripts (ver quadro) são requisitos básicos para quem pretende entrar no mundo web.

“O programador Java encontra-se em uma posição de destaque e com facilidade de colocação profissional, apesar de C++ ganhar no quesito integração com hardware e sistemas operacionais”, constata o gerente de Projetos Especiais da Borland, Dormevilly Nóbrega Tertius. Segundo ele, Java ganhou destaque porque é capaz de ser executado em várias plataformas e dispositivos heterogêneos. “É possível ver uma aplicação Java rodando em um pequeno telefone celular ou em um poderoso servidor de aplicações”.

Voltando à década de 60, o coordenador do Curso de Ciência da Computação da Unisanta e pós-graduado em Sistemas de Informação, Marcelo Pereira Bergamaschi, relembra que a linguagem Cobol foi a que mais rapidamente atingiu a popularidade porque pretendia ser comum a todos os computadores. Apesar de antiga, ainda é utilizada em grandes corporações, como bancos, que necessitam de relatórios gerenciais.

Na sua opinião, a linguagem C++ é a mais completa. “Atende a diversas áreas do setor de informática, desde pequenos aplicativos, sistemas operacionais, sistemas de robótica e mecatrônica e até mesmo construção de outras linguagens”. Bergamaschi refere-se à linguagem Java, que foi desenvolvida por James Gosling, da Sun Microsystems, por meio de C++. Além dessas, o professor diz que C++ Builder, Visual Basic e Delphi vêm dominando o mercado.

Internet

A popularização da rede exigiu do profissional outras especializações. “Podemos dizer que o desenvolvimento para navegadores é o grande foco atualmente pela não-necessidade de instalação nas estações de trabalho. A internet abriu a porta para as aplicações Web-Based (que não precisam ser instaladas para o uso). Elas vêm sendo adotadas pela maioria das empresas em novos projetos”, diz Tertius.

Segundo o professor Bergamaschi, as linguagens mais usadas para essa área são as de scripts. “JavaScript e VBScript estão no topo, seguidas de perto por ASP e PHP. Evidentemente, a base de todas elas é o HTML (Hypertext Markup Language), mas que não possui recursos avançados e nem técnicas de controle e manuseio de banco de dados”.

Ele explica que, com JavaScript, os desenvolvedores constroem sistemas que validam ou verificam uma série de dados no navegador do cliente, ou seja, ganha-se tempo de processamento dos chamados servidores web. “Já VBScript é utilizado, por exemplo, na construção de técnicas que usam ASP (Active Server Pages), que são sistemas que necessitam de verificações e atualizações de base de dados mais complexas. Paralelamente, estão os gerenciadores de banco de dados, como o Oracle, SQL Server, o Access, entre outros”.

Perfil geral

A área de programação, para quem está preparado, pode significar um bom salário. Segundo o site da Catho, empresa de Recursos Humanos que atua na internet, a remuneração média de um analista sênior de uma empresa de médio porte pode chegar a R$ 3.800,00. Já um analista pleno e um júnior recebem até R$ 2.500,00 e R$ 1.700,00, respectivamente. Os valores abrangem somente a Grande São Paulo.

Ter conhecimentos generalizados deve ser o foco do profissional, prioriza Bergamaschi.

São noções de aplicativos de base, programas comerciais, linguagens de programação, redes de computadores, internet, intranet, teleprocessamento, banco de dados, análise de sistemas e, principalmente, de negócios. A língua inglesa também deve ser levada em conta, já que a maioria das linguagens utiliza esse idioma.

“Muitas dessas técnicas serão adquiridas com a experiência no próprio serviço ou no estágio”. Além do diploma, ele orienta o estudante da área de desenvolvimento a ter uma certificação. Mas alerta: “É preciso tomar cuidado para não se tornar especialista em determinada linguagem que, simplesmente, desaparecerá em pouco tempo”.

Para Tertius, existem dois tipos de profissionais procurados atualmente. “O Especialista, que domina em 100% todos os aspectos de uma linguagem/tecnologia e o Generalista, que é um grande conhecedor de todas as linguagens/tecnologias empregadas pela sua corporação”. Quem acha que está desatualizado ou ainda não sabe qual especialização fazer, ele orienta recorrer a seminários e workshops, que podem servir de base para uma escolha.


As linguagens mais usadas

Da Reportagem

Java – Criada na década de 90 por James Gosling, da Sun Microsystems, é uma linguagem universal, ou seja, foi feita para rodar em todas plataformas. Na época, Gosling pretendia criar um programa onde os dispositivos eletrônicos pudessem comunicar-se entre si. De fácil integração com a internet, é também uma linguagem orientada a objetos. Foi desenvolvida por meio de C++ e hoje é bem utilizada em jogos e equipamentos portáteis.

C++ – É basicamente a linguagem C melhorada e com orientação a objetos — a mais popular para produção de sistemas operacionais e de aplicativos que necessitam de uma maior rapidez de processamento. A linguagem C foi desenvolvida por Ritchie e Brian Kerni-ghan nos Laboratórios Bell (hoje parte da Lucent Technologies) em meados dos anos 70. O primeiro grande programa escrito em C foi o sistema operacional Unix.

Visual Basic (VB) – A linguagem Basic foi a primeira para programadores em ascensão, na década de 80, só que era muito desestruturada. Então em 90, a Microsoft lançou o Visual Basic. Hoje, é uma ferramenta profissional que permite a criação de softwares que não necessitam de muitos recursos. Com ele, é possível inserir também arquivos de outros programas, visualizadores de imagens e navegadores.

Delphi – Antes de se aprofundar em Delphi, o programador deve ter conhecimentos em Pascal. Essa linguagem era utilizada na década de 70 para programas em MS-DOS. Depois que o Windows apareceu no mercado, a Borland lançou o Delphi como concorrente do Visual Basic. Permite a construção de aplicações comuns até complexos sistemas de banco de dados, plugados ou não na internet.

Cobol – Abreviação de Common Business Oriented Language (Linguagem Orientada a Negócios Comuns). Foi criada em 1960, para utilização em aplicações comerciais, em que se manipulam grandes arquivos de dados e em mainframes. Possui o maior número de aplicações desenvolvidas do que qualquer outra linguagem de programação, pois os seus usuários são principalmente governos, instituições bancárias, companhias aéreas e empresas de transporte.

Scripts – Para quem pretende atuar na web, é necessário conhecer as linguagens dinâmicas para criação de páginas. Hoje, a ASP é a mais procurada (Active Server Pages). Sua rival é PHP: Hypertext Preprocessor. Vale destacar também Perl (Practical Extraction and Report Language) e ColdFusion. Já do tipo script as mais usadas são JavaScript e VBScript. A plataforma .Net também merece destaque.

XML e WML – Essas linguagens começam a ganhar força no mercado. XML tem tecnologia voltada à descrição de informações, possibilitando a integração de sistemas. Ela está sendo aplicada a produtos como banco de dados, ferramentas de desenvolvimento, computação distribuída e browsers. Já WML, ou Wireless Markup Language, é utilizada em páginas WAP e também para formatar documentos de acesso sem fio.

Ser autodidata e fazer especializações ajudam

Da Reportagem

A importância de um diploma para o mercado é indiscutível. Entretanto, há profissionais autodidatas, que usam a rede e outros recursos para aprender as novas linguagens e evoluir na profissão. O programador e administrador de redes, Ricardo Santos, 21 anos, fez um ano de faculdade, mas decidiu parar. “As tecnologias ensinadas eram muito ultrapassadas para a época. Ia concluir o curso já desatualizado”.

Ricardo diz que aprendeu sempre tudo na prática, desde criança. Antes da internet, utilizava livros e chegou a fazer estágio e dar aulas em Clipper em uma escola de informática. Depois, começou a ler manuais técnicos e se aperfeiçoar na área de web. “Como tenho inglês técnico, facilita muito. Em português, o material à disposição é quase inexistente”. Hoje, domina o PHP, Perl e SQL (banco de dados), além de ter conhecimento em outras linguagens.

Entre os feitos do programador, que trabalha em um provedor de internet em Santos, ele destaca o desenvolvimento de um sistema de antivírus e anti-spam e um de intranet com interface web para o controle interno de usuários. Com três anos de experiência na área, Ricardo aconselha: “Programação, hoje, não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Se você entender a lógica, já é meio caminho andado para aprender qualquer linguagem”. Outra dica, segundo ele, é saber o que a empresa quer realmente. “Além de programador, o profissional deve ser um bom consultor de negócios”.

No caminho inverso, Marcus Vinicius Noronha Nascimento, 21, dá muito valor à faculdade, mas também acredita que o profissional deve fazer especializações e estar sempre atualizado. “Sempre que tenho tempo, procuro pesquisar em alguns sites e, quando quero me aprofundar no assunto, acabo comprando livro ou pegando emprestado de algum amigo”. Marcus é terceiranista do curso de Ciência da Computação e há um ano faz estágio em um banco da Capital.

Seu forte é o designer de páginas, mas mexe também com banco de dados e intranet. Quanto ao perfil do programador, ele analisa: “O mercado busca um profissional qualificado e muito versátil, que possa desenvolver diversas funções. Não basta você ser bom na parte técnica e não saber como tratar um cliente”. Marcus acrescenta que é fundamental ser comunicativo e transparente, passando aos clientes o conceito e a idéia para solucionar os problemas.

Também buscando especialização, Maria Silvia dos Santos, 30, recém-formada do curso de Ciência da Computação, ingressou no MBA de Tecnologia da Informação, na Getúlio Vargas. “Você sai da faculdade com base, alicerce. Mas alguns programas e linguagens a pessoa aprende sozinha. A área de tecnologia muda muito a cada dia. É preciso buscar especializações”. Hoje, ela é programadora de internet de um empresa do ramo farmacêutico em Santos. Para o futuro, faz planos: “Quero ser especialista em Gestão de Negócios e Tecnologia da Informação (TI)”.

Fonte: Atribuna

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