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Educação 2.0 por um ensino mais interativo e colaborativo


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Venho há mais de cinco anos experimentado um modelo participativo/colaborativo em sala de aula em cursos de pós-graduação, livres e MBAs. Não uso mais PPTs e procuro desenvolver um debate honesto com os alunos.


Trabalhamos em roda de conversa, discutindo hipóteses e não verdades, em torno do tema da aula: como a internet (ou a Revolução Cognitiva que ela provoca) tem condicionado o nosso mundo e o que temos que fazer para nos alinhar com ela, reduzindo riscos e ampliando oportunidades?


Não parto apenas do que quero dizer, mas o que eles querem ouvir, na ordem que, naturalmente, as variações sobre o problema vão surgindo.


É um fluxo de conversa, no qual há um guia que procuro seguir, destacando os pontos principais desse debate.


Geralmente, falo em intervalos de 20 minutos e reservo um período para que os alunos discutam as provocações, incentivando TODOS a falarem, mesmo e principalmente os mais tímidos.


A avaliação dos alunos é sempre muito positiva, pois eles sentem a presença do professor, a abertura para a conversa e a percepção que estão entrando dentro de um fluxo de debates que eles gostariam de fazer parte, no qual o professor é um participante ativo com um pouco mais de tempo de discussão, apenas isso.


Sempre me pergunto: será que é possível estender essa metodologia para qualquer curso ou tema? E ainda: seria um modismo ou tendência?


Acredito, logo de pronto, que quanto menos consolidado estiver o estágio de solução de um dado problema, mais colaborativo e especulativo tem que ser o curso e vice-versa.


Imagino que um curso para ensinar a fazer manutenção de plataforma de petróleo – que exige passar informações e dar dicas de segurança – será menos participativo de um que falará sobre marketing digital ou implantação de redes sociais nas empresas – que são temas bem abertos, novos e com diferentes abordagens, no qual a construção coletiva é importante e – até fundamental.


Ambos podem ser participativos, mas, acredito, com taxas diferentes. Ou seja, existem contextos que vão variar a taxa de colaboração. Colaboração é taxa e não dogma!


Cada caso é um caso, porém, é preciso, mesmo nos temas mais árduos, procurar qual é o espaço em que os temas podem ser discutidos, por meio do diálogo.


Espanta-me ver as pessoas apresentando conceitos novos com regras, modelos, apresentações super-preparadas para temas que ainda estamos em fase de consolidação!


A outra pergunta que me faço nesse mundo muito mais líquido e conectado é: as verdades vão durar o mesmo tempo que no passado?


Não estaríamos saindo das verdades impressas autorais para as hipóteses temporárias coletivas – sempre em movimento no oceano digital?


E, por consequência, nos perguntamos: como vamos preparar cursos que não são sólidos, mas que preparem as pessoas para entrar na corrente do debate e não sair de lá com a impressão que ele está pronto, parado e consolidado?


Isso é um desafio para as escolas, que hoje são sólidas, com conteúdos empedrados, com professores conteudistas – repassadores de conhecimento e não pesquisadores coletivos.


Muitos vão dizer: opa, se a escola já é assim há tanto tempo isso não seria mais um modismo?


Vou defender que um mundo mais colaborativo é uma tendência irreversível e vou tentar mostrar a lógica que regerá a nova escola mais colaborativa (ou 2.0) na nova Era Cognitiva Digital.


Para isso, temos que contextualizar que a atual escola que estudamos e nossos filhos ainda estudam, é descendente direta da Era Cognitiva do livro impresso, que criou um ambiente de aprendizado específico, que se baseou nos registros do conhecimento em suportes de papel impresso para poder nos tirar da imprecisão do mundo oral ou do papel manuscrito (a era cognitiva anterior).


A escola mais sólida e vertical é filha desse ambiente do livro impresso (depois da mídia de massa, que o expandiu) que prestou um grande serviço à civilização, mas o seu tempo passou, pois a população cresceu e o que funcionava antes, já não mais agora.


Hoje, somos 7 bilhões de habitantes com problemas muito mais complexos. Tal população não nos permite mais manter um tempo de aprendizagem e inovação de séculos passados! A complexidade de um mundo mais habitado está batendo na porta e cobrando seu preço! E pede uma escola mais ágil e viva!


Tal dificuldade de inovar tem nos levado à decadência civilizatória atual, com suas respectivas crises em diversos setores.


Podemos, assim, dizer que a escola sempre vai variar, conforme a maneira que conhecimento é compartilhado na sociedade, ou a Era Cognitiva da vez. Quanto mais esse for mutante e ágil, mais a escola terá que acompanhar o ritmo!


Não se trata assim de adotar novas tecnologias, mas uma nova forma de pensar o conhecimento para repassá-lo. Precisamos criar novos métodos para ajudar os alunos do presente e futuro a conviverem com esse novo modus-pensante.


Há uma mudança, agora, do ambiente cognitivo que nos cerca que é a água invisível do “aquário cognitivo que nos enreda” (nosso ambiente cognitivo) em que todos nadamos para conhecer, aprender, informar, relacionar, produzir, consumir…


Estamos entrando na Era Cognitiva digital, que nos leva, nessa primeira fase, a um mundo mais colaborativo que o passado para resolver velhos e novos problemas com novas formas de comunicação a distância, principalmente.


Note que rede não é nova, a colaboração não é nova.


O que é novo é a possibilidade global, ao mesmo tempo, da chegada rápida de novas topologias de rede, através de novos recursos técnicos, que nos permitem estabelecer novas formas de colaboração, trocas de ideias, produção, mais baratas e eficientes para resolver problemas cada vez mais complexos. Hoje, via rede digital, conseguimos fazer mais com menos!


Assim sendo, estamos diante de uma tendência e não modismo, não só na escola, mas em toda sociedade.


Temos como tendência no cenário global:


  • Aumento da diversidade de opinião e divulgação de cada vez mais pontos de vista sobre o mesmo problema;
  • Velocidade das mudanças e premência cada vez maior da inovação, mais de hipóteses do que verdades;
  • Publicação das ideias em meios muito mais fluidos e passíveis de alteração;
  • Mudança de hábito do aluno/cidadão/consumidor de passivo a ativo, todos querem interferir de alguma forma na mensagem.


Assim, se essa é a tendência qual será o principal problema de conseguirmos uma sala de aula colaborativa?


Não basta, a meu ver, querer implantar a metodologia, pois muitos já tentaram e esbarraram nos impasses da Era Cognitiva passada (vide Paulo Freire e um conjunto de educadores que defendem tudo isso que está sendo proposto hoje).


Estamos diante de uma mudança mais ampla, filosófica cognitiva, diria, que nos impõe agora essa mudança, tanto do professor quanto do aluno.


A base da mudança é a maneira de se pensar o próprio conhecimento e não apenas como repassá-lo. O conhecimento deixa, nessa fase da Revolução Cognitiva, ser algo que se controla, se domina, no qual estão embutidas verdades, mas se assume o que ele sempre foi: mutante e líquido, que mais a intoxicação da era passada e o ritmo de atualização não deixavam ver!


Vivemos a passagem de um conhecimento mais sólido para um mais líquido!


Temos que alterar a relação de poder entre as partes (quem produz e consome o conhecimento), aumentando a responsabilidade do aluno e tirando o professor de um pedestal, colocando-o como um “aluno mais velho e experiente”, responsável para reduzir ruídos individuais, sempre em prol do coletivo.


Dessa maneira:

  • As aulas mais colaborativas têm que passar a lidar com problemas/dilemas e não assuntos, já que problemas são dinâmicos, multidisciplinares. Já assuntos são cumulativos, estáticos e pouco eficientes (ver mais aqui sobre isso).
  • Há uma mudança cultural de professor (incluindo seu ego controlador) de dono do saber (ordenhador de vaca) para o articulador do saber (apicultor) (ver mais aqui)
  • O professor tem que passar a ser um pesquisador curioso do problema que levará para o debate. Isso implica em um forte interesse de conhecer como os alunos pensam, pois isso deve fazer parte de sua pesquisa, na luta contra o senso comum sobre o problema-foco;
  • Cada turma tem um contexto, uma idade, uma composição e é na interação que a melhor forma de se abrir o debate vai ocorrer, variando, conforme a demanda, estar aberto para isso é fundamental;
  • O professor/pesquisador/apicultor deve ver a profissão do ensino como um dos principais atividades da carreira, (e não um bico) fazendo da didática e metodologia mais uma área de interesse de aperfeiçoamento, fazendo parte de sua curiosidade – e a sociedade terá que investir nesse modelo;
  • O ego deixa de se agarrar nos conceitos, nas teorias, torna-se também mais líquidos, trabalhando com hipóteses, que devem ser constantemente melhoradas, é um professor aberto ao novo e não fechado para ele;
  • E que todo o material didático seja versionado (como softwares) e que possam ir sendo mudados pelo coletivo da escola, conforme os debates em sala de aula vão ocorrendo e sendo coletivamente registrados em ambientes digitais colaborativos.


Ou seja, a escola não é mais uma repassadora de conhecimento, mas produtora coletiva do mesmo, a partir da colaboração dentro e fora da sala de aula!


É fato: estamos saindo da escola mais sólida para uma mais líquida, educadores e alunos devem entrar nesse fluxo!<


É isso.


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Sobre o Colunista:

Carlos Nepomuceno


Profissão: Consultor estratégico de Internet

Descrição: Carlos Nepomuceno é Consultor estratégico de Internet, atualmente publica suas idéias no blog (www.nepo.com.br) e pode ser acompanhado no Twitter:
www.twitter.com/cnepomuceno
Mais endereços na rede estão concentrados em:
http://meadiciona.com/nepomuceno/
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